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Fui procurado hoje por uma amiga, que em tom de desabafo, me confidenciou sua angústia com o descaso com que questões simples do cotidiano, que acabam por prejudicar a vida de nossos cidadãos são tratadas no nosso município. Contava-me ela que num trajeto entre o centro da cidade e o bairro da Rodoviária, mesmo na pressa do horário de almoço, pôde observar ao menos quatro situações de desrespeito aos direitos da população e falta de atenção com a coisa pública, elencadas da seguinte forma:
1- Em pleno centro da cidade, devido a uma obra que na realidade está parada e a placa de propaganda afixada no pé de um poste, a calçada ficou intransitável, não restando outra alternativa ao pedestre senão andar no meio da rua, expondo-se a um acidente, haja vista que o trânsito local já começa a dar mostras de estar retornando ao caos, senão vejamos o próximo tópico:
2- Mesmo no horário de pico, com trânsito intenso de pedestres, ciclistas, condutores de automóveis e motociclistas, flagrantes de desrespeito às leis de trânsito são feitos a cada vez que o semáforo muda de status. Ai de quem tiver a má sorte de estar no meio da faixa de pedestre quando o sinal abrir para os veículos, pois terá de usar de mágica para alcançar a outra margem da calçada, alçar vôo ou algo semelhante, para não ser atropelado, pois ou os condutores não sabem que ao abrir o sinal devem deixar que o pedestre conclua sua travessia já iniciada ou descumprem a regra de trânsito, pondo em risco a segurança das pessoas, valendo-se do fato de não haver sequer um agente de trânsito para ordenar e fiscalizar o tráfego. Aliás, há muito não se vê um agente de trânsito no local, apesar de ser um dos mais movimentados, senão o mais movimentado da zona urbana.
3- Essa cidadã relatou ainda a buraqueira na Avenida Doutor Joaquim Fernandes, onde, para desviar das crateras abertas no asfalto, motociclistas e motoristas fazem ziguezague em altas velocidades, o que, segundo moradores do trecho piora ainda mais à noite.
4- Finalizando sua queixa, a mesma contou que, para proteger-se de uma breve chuva de verão que caiu sobre a nossa amada terra resolveu abrigar-se por alguns minutos no nosso terminal rodoviário, onde pôde observar várias goteiras no teto do prédio, que acabavam por formar enormes poças no chão, sob o olhar cansado de passageiros que aguardavam os ônibus das empresas que ainda não abandonaram o local, diga-se de passagem, pois a tendência é que isso venha a ocorrer, tendo em vista que a cada dia a situação se agrava, tornando a porta de entrada e saída da cidade um ambiente cada vez mais impróprio e até mesmo inseguro.
Creio que os órgãos responsáveis atentarão para esses pequenos, mas importantes tópicos aqui apresentados, os quais poderão ser constatados por qualquer ser vivente e pensante que quiser conferir in loco a situação e tomarão as providências necessárias, afinal, são reivindicações tão simples, que dependem única e exclusivamente de um pouco mais de (boa) vontade política e administrativa. Com a palavra, as autoridades competentes. |